Exposição reúne em Holambra (SP) produtores de flores, frutas, hortaliças, florestais e demais culturas intensivas e traz novidades em insumos, equipamentos e tecnologias para o setor

Otimistas, apesar do cenário de crise, recessão e instabilidade, empresários e produtores de flores, frutas, hortaliças, florestais e áreas afins da horticultura brasileira se preparam para mais um grande encontro durante a 23ª HORTITEC – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas, que acontece de 22 a 24 de junho, em Holambra (São Paulo/Brasil). Com 450 empresas expositoras e expectativa de reunir 28 mil visitantes, a mostra espera gerar cerca de R$ 100 milhões em negócios.

Na contramão de diversos segmentos da economia brasileira, o setor de hortaliças segue em crescimento, movimentando milhões de reais anualmente em toda a sua cadeia, do campo ao varejo. Informações da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) revelam que, atualmente, cerca de US$ 260 milhões ou R$ 1 bilhão são comercializados em sementes de hortaliças no País, cuja produção ocupou, em 2015, nada menos que 820 mil hectares. O plantio conjunto de tomate, cebola, melancia e alface corresponde a 50% do total de sementes. A tomaticultura mantém-se como o principal destaque do setor. Segundo a ABCSEM, o cenário otimista deve-se, essencialmente, à constante profissionalização dos produtores e à busca permanente por novas tecnologias que aumentam a produtividade, a aparência e a qualidade dos produtos. Por suas características de cultivo, o segmento de hortaliças proporciona de quatro a seis empregos diretos por hectare, número bastante considerável quando comparado a outras culturas.

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Bons ventos também sopram para o segmento de flores e plantas ornamentais, que sente menos os impactos da crise nacional, uma vez que se mantém em crescimento. A previsão para 2016 era crescer entre 6% e 8%, a exemplo da evolução do setor apurada em 2015, mas a meta de 8% já foi atingida no primeiro semestre. O índice é menor que os verificados em anos anteriores, quando ficaram acima de 10%, mas são também bastante diferentes do de outros setores que amargam estagnação e até recessão. As principais razões do crescimento do mercado de flores, segundo especialistas do setor, são o maior leque de ofertas de opções e variedades ao consumidor, mais durabilidade das flores e mais eficiência na cadeia, além de contar, logicamente, com o aumento de consumo via supermercados, gardens centers e internet. O grande mercado consumidor das flores brasileiras é o interno. No Dia das Mães de 2016, principal data do ano para o setor, as flores mais uma vez ocuparam lugar de destaque na preferência de compra do consumidor, totalizando um aumento nas vendas de 6,4% em relação a 2015.

 

A fruticultura brasileira é destaque no cenário mundial, ocupando o lugar de terceiro maior produtor mundial de frutas, com 43,6 milhões de toneladas produzidas em 2015, em 2,2 milhões de hectares divididos por todo o país, embora uma fatia importante seja representada pelo Estado de São Paulo. O País é o maior produtor mundial de laranja, limão e mamão papaya e o maior exportador de suco de laranja. Do total produzido no país, 29% é exportado, sendo 2% em fruta fresca e 27% de fruta processada.

 

Consumo tem espaço para crescer

 

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF), em 2015 foram produzidas cerca de 43,6 milhões de toneladas de frutas. Apesar de os números representarem uma evolução de 2% em comparação ao ano anterior, as frutas ainda têm baixo consumo e muito espaço para ser conquistado no mercado nacional. O consumo dos brasileiros, em média, por ano, tem sido de apenas 33 kg por pessoa, enquanto as estimativas globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo ideal é de 100 kg por habitante por ano. O consumo insuficiente de frutas e também de hortaliças é responsável por 31% das doenças isquêmicas do coração, 11% das cerebrovasculares e 19% dos cânceres gastrointestinais.

A floricultura também tem muito espaço para crescer ainda. O consumo médio de flores e plantas do brasileiro é de R$ 26,68 por pessoa por ano, enquanto em países europeus chega a R$ 195,00 por pessoa por ano, o que representa sete vezes mais.

 

Serviço: 23ª Hortitec

Data: de 22 a 24 de junho de 2016

Local: Pavilhão de Exposições da Expoflora – Rua Maurício de Nassau, 675,  Holambra (SP)

Horário: das 9 às 19 horas

Ingressos: R$36,00/inteira e R$ 18,00/estudantes e melhor idade.

Informações adicionais: no site www.hortitec.com.br ou pelo telefone (19) 3802-4196.

 

 

 

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